Se há coisa que eu gosto de fazer ao fim de semana é aproveitar para visitar ou revisitar sítios na minha própria cidade.
Este Domingo decidi ir ao Mosteiro de Santa-Clara-a-Velha e realmente foi uma óptima ideia. Já aqui tinha estado à cerca de cinco ou seis anos mas desta vez gostei muito mais, o espólio está melhor organizado e o mosteiro muito mais limpo do que na minha visita anterior.
A visita pode começar pelo Centro Interpretativo ou pelo Auditório, no segundo vemos um documentário sobre a história do local, enquanto se começar-mos pelo primeiro somos logo enviados para dentro do mundo das Clarissas.
Este foi um mosteiro feminino fundado em 1283 e que devido a vários problemas foi extinto mas graças à Rainha Santa Isabel voltou a funcionar em 1314 a quando da fundação da Ordem de Santa Clara.
Na passagem pelo centro interpretativo podemos ver o mais variado espólio, desde elementos arquitectónicos, faiança portuguesa, material antropológico e ainda esta magnifica maquete que nos obriga a imaginar o local em todo o seu esplendor.
Enquanto funcionava o mosteiro era habitado por freiras clarissas que viviam em clausura mas que dispunham de todos os recursos para a sua sobrevivência, desde uma enorme horta, um pomar e faziam criação e abate de animais, tendo para isso um "carniceiro" de bastante confiança.
Quando saímos do Centro Interpretativo somos convidados a dirigir-nos à pequena "Horta Monástica", na minha opinião a ideia é giríssima, eu adorei visitar a pequena horta o problema é que está bastante degradada, as placas identificadores estão completamente apagadas e está tudo cheio de ervas daninhas.
A Rainha D.Isabel viveu no mosteiro após a morte do seu esposo, o rei D.Dinis em 1325, aí tomou o hábito de clarissa mas nunca fez os votos, isto para não ter de renunciar à sua fortuna. Desta forma a rainha usou o seu dinheiro não só para todas as necessidades do mosteiro como para a caridade.
Assim que entramos dentro do edifício somos completamente esmagados pela grandiosidade do sítio, se imaginarmos o que este local foi, podemos conseguir sair daqui com uma experiência magnífica para contar.
O edifício conta com dois andares e com o claustro, na minha opinião peca bastante por não haver aqui qualquer informação, seja do que for. No meu caso entrei aqui já a saber um pouco sobre a arquitectura e a construção do local, mas não é assim para a grande maioria das pessoas, por isso era importante existir muito mais informação.
O edifício é de arquitectura gótica e contém o maior claustro gótico de Portugal, nas paredes ainda é possível ver elementos decorativos do século Xv e XVI assim como azulejaria.
Na minha opinião o claustro é o grande momento da vista, imaginar como este local foi, tentar imaginar como era quando as freiras nos seus modestos hábitos por aqui caminhavam, ver as sepulturas no chão... é realmente algo que nos faz recuar no tempo e perceber o quão importante este local foi para centenas de mulheres.
No final da visita é ainda possível ver grande parte do espólio arquitectónico que foi retirado durante as escavações, o grande problema desta parte é que mais uma vez não há qualquer informação a seu respeito.
Espero que tenham Gostado de visitar este magnifico mosteiro comigo e que o visitem quando vos for possível pois é algo único e que não se pode perder.
Bilhete - 4 euros
Desconto para estudantes e seniores - 2 euros
Até aos 12 anos e no primeiro domingo de cada mês - gratuito
Horário - 10h-18h
Encerra às segunda, 1 de Janeiro, domingo de Páscoa e 25 de Dezembro








