No fim de semana decidi ir passear até Leiria, estava um dia fantástico, óptimo para passear e foi super divertido.
Quando falamos em Leiria nem sempre conseguimos perceber a verdadeira importância daquela cidade para a história de Portugal e para a nossa cultura, mas quando lá chegamos dá-nos uma enorme vontade de descobrir aquela cidade.
Durante a manhã aproveitei para ir à feira, além de ser grande tem coisas super baratinha e vale a pena dar lá uma espreitadela.
A tarde começou com uma visita ao castelo, e que visita.... quem vê o castelo da parte de baixo da cidade não imagina a beleza dele, não imagina o que está lá em cima.
Assim que entramos nas muralhas vemos o jardim bem tratado onde está o segurança a tomar conta das entradas e das saídas. É aí que temos de comprar o nosso bilhete, para mim foi nesta parte que me deparei com o único aspecto negativo da visita, pois não há qualquer informação relativa ao castelo para dar às pessoas, não há um panfleto, não há uma explicação, nada.
O caminho começa por nos levar até à Torre de Menagem, esta encontra-se ainda bem conservada, com todas as suas paredes bem assentes. No interior da torre temos acesso ao seu ponto mais alto e até lá chegar-mos temos o "museu" do castelo, aí podemos ver várias replicas de artigos usados durante batalhas que decorreram no castelo, mas também espólio arqueológico aí recolhido.
Segundo estudos arqueológicos feitos no local pensasse que ali existiu uma ermida ou alcáçova antes de se construir o castelo.
O Castelo de Leiria foi mandado erguer por D. Afonso Henriques durante a reconquista cristã, na mesma altura também foi mandada construir uma capela em nome de Nossa Senhora da Penha e o castelo foi entregue a Paio Guterres mas este perdeu o castelo para os muçulmanos apenas dois anos depois durante uma incursão de D. Afonso Henriques à Galiza.
Foi D. Afonso que veio para recuperar o castelo que voltou a ser perdido e recuperado definitivamente em 1142.
Seguindo caminho na nossa viagem vamos até à capela, esta capela já foi recuperada durante o século XX, está em estado de ruína mas ainda é possível ver a zona do altar que é de enorme beleza.
Este é um óptimo local para quem quiser tirar fotos realmente bonitas ou até fazer uma pequena sessão fotográfica, o espírito que ali vive faz-nos viajar na história e tentar descobrir a vida daqueles que ali viveram.
Esta capela não é a original mas sim uma reconstrução da primeira e dedicada também a Nossa Senhora da Penha.
Quanto à muralha que circunda o castelo, esta só foi mandada construir já no reinado de D. Sancho.
Muitos monarcas ao longo de séculos foram dedicando atenções ao castelo e reformulando-o de diversas formas.
Depois sair da capela vamos até ao Paço de D. João I, aqui é o sítio ideal para descansar, podemos ver grande parte da cidade deste ponto e imaginar como os nossos reis viam o seu povo lá em baixo, imaginar a rainha D. Isabel com as suas aias e o pequeno D. Afonso IV a correr ao encontro da sua mãe.
No dia que lá fui havia um encontro de Xadrez e por isso foi impossível tirar fotos deste local mas garanto-vos que é um dos mais bonitos de todo o castelo.
A imagem que está em baixo é da Wikipedia mas serve para terem uma ideia do local.
Um dos monarcas que mais atenção dedicou a este castelo foi D. Dinis que o doou a D. Isabel juntamente com a vila de Leiria em 1300. Foi aqui que cresceu D. Afonso IV filho legitimo do rei mas não o favorito (mas isso é uma história para a vista à Quinta das Lágrimas :P).
D. Dinis decidiu, então passar o castelo a palácio e construir a Torre de Menagem.
Quando saímos do Paço de D. João I vamos até a um local do castelo onde existem diversas ruínas, segundo foi explicado por uma guia que estava com um grupo de turistas no local esta é a zona onde se construíram as primeiras casas do castelo. Mas eu não sei se esta informação é verdadeira ou não, mas posso garantir que é magnifica a nível visual.
Este castelo recebeu várias cortes e tornou-se bastante importante para Portugal. Com a Restauração da Independência em 1640 o castelo começou a ser largado e mais tarde ficou ao abandono. No século XIX com a Guerra Peninsular as tropas francesas fizeram grandes estragos por toda a vila.
Só em 1915 começaram as obras de restauração do castelo para nos mostrar aquilo que ele é hoje.
Quando falamos em Leiria nem sempre conseguimos perceber a verdadeira importância daquela cidade para a história de Portugal e para a nossa cultura, mas quando lá chegamos dá-nos uma enorme vontade de descobrir aquela cidade.
Durante a manhã aproveitei para ir à feira, além de ser grande tem coisas super baratinha e vale a pena dar lá uma espreitadela.
A tarde começou com uma visita ao castelo, e que visita.... quem vê o castelo da parte de baixo da cidade não imagina a beleza dele, não imagina o que está lá em cima.
Assim que entramos nas muralhas vemos o jardim bem tratado onde está o segurança a tomar conta das entradas e das saídas. É aí que temos de comprar o nosso bilhete, para mim foi nesta parte que me deparei com o único aspecto negativo da visita, pois não há qualquer informação relativa ao castelo para dar às pessoas, não há um panfleto, não há uma explicação, nada.
O caminho começa por nos levar até à Torre de Menagem, esta encontra-se ainda bem conservada, com todas as suas paredes bem assentes. No interior da torre temos acesso ao seu ponto mais alto e até lá chegar-mos temos o "museu" do castelo, aí podemos ver várias replicas de artigos usados durante batalhas que decorreram no castelo, mas também espólio arqueológico aí recolhido.
Segundo estudos arqueológicos feitos no local pensasse que ali existiu uma ermida ou alcáçova antes de se construir o castelo.
O Castelo de Leiria foi mandado erguer por D. Afonso Henriques durante a reconquista cristã, na mesma altura também foi mandada construir uma capela em nome de Nossa Senhora da Penha e o castelo foi entregue a Paio Guterres mas este perdeu o castelo para os muçulmanos apenas dois anos depois durante uma incursão de D. Afonso Henriques à Galiza.
Foi D. Afonso que veio para recuperar o castelo que voltou a ser perdido e recuperado definitivamente em 1142.
Seguindo caminho na nossa viagem vamos até à capela, esta capela já foi recuperada durante o século XX, está em estado de ruína mas ainda é possível ver a zona do altar que é de enorme beleza.
Este é um óptimo local para quem quiser tirar fotos realmente bonitas ou até fazer uma pequena sessão fotográfica, o espírito que ali vive faz-nos viajar na história e tentar descobrir a vida daqueles que ali viveram.
Esta capela não é a original mas sim uma reconstrução da primeira e dedicada também a Nossa Senhora da Penha.
Quanto à muralha que circunda o castelo, esta só foi mandada construir já no reinado de D. Sancho.
Muitos monarcas ao longo de séculos foram dedicando atenções ao castelo e reformulando-o de diversas formas.
Depois sair da capela vamos até ao Paço de D. João I, aqui é o sítio ideal para descansar, podemos ver grande parte da cidade deste ponto e imaginar como os nossos reis viam o seu povo lá em baixo, imaginar a rainha D. Isabel com as suas aias e o pequeno D. Afonso IV a correr ao encontro da sua mãe.
No dia que lá fui havia um encontro de Xadrez e por isso foi impossível tirar fotos deste local mas garanto-vos que é um dos mais bonitos de todo o castelo.
A imagem que está em baixo é da Wikipedia mas serve para terem uma ideia do local.
Um dos monarcas que mais atenção dedicou a este castelo foi D. Dinis que o doou a D. Isabel juntamente com a vila de Leiria em 1300. Foi aqui que cresceu D. Afonso IV filho legitimo do rei mas não o favorito (mas isso é uma história para a vista à Quinta das Lágrimas :P).
D. Dinis decidiu, então passar o castelo a palácio e construir a Torre de Menagem.
Quando saímos do Paço de D. João I vamos até a um local do castelo onde existem diversas ruínas, segundo foi explicado por uma guia que estava com um grupo de turistas no local esta é a zona onde se construíram as primeiras casas do castelo. Mas eu não sei se esta informação é verdadeira ou não, mas posso garantir que é magnifica a nível visual.
Este castelo recebeu várias cortes e tornou-se bastante importante para Portugal. Com a Restauração da Independência em 1640 o castelo começou a ser largado e mais tarde ficou ao abandono. No século XIX com a Guerra Peninsular as tropas francesas fizeram grandes estragos por toda a vila.
Só em 1915 começaram as obras de restauração do castelo para nos mostrar aquilo que ele é hoje.



















































